O sétimo dia de Wimbledon entregou exatamente o que o Grand Slam inglês promete: drama, história e tênis de altíssimo nível. Naomi Osaka despachou a número um do mundo Aryna Sabalenka por 6-2 e 7-6(2), garantindo sua primeira vaga em quartas de final em um major que não seja em quadra dura. Novak Djokovic, por sua vez, superou Roman Safiullin por 7-6(6), 6-3, 3-6 e 6-3, alcançando a marca de 106 vitórias em simples no torneio - superando o recorde histórico que pertencia a Roger Federer.
O domingo em Church Road foi um daqueles dias que o esporte raramente repete com tanta intensidade em um único turno. Enquanto o tênis escrevia seus próprios capítulos em Londres, o mundo dos esportes competitivos seguia aquecido em outras frentes: na cena dos esportes eletrônicos, por exemplo, a NAVI vence torneio de US$ 1 milhão, uma virada que também capturou a atenção dos fãs de competições de alto nível ao redor do mundo. Esse tipo de conquista em contextos distintos reforça como o esporte - em qualquer formato - alimenta narrativas de superação que transcendem modalidades.
Osaka renasce na grama e surpreende o mundo
Naomi Osaka e Wimbledon nunca foram uma parceria óbvia. A japonesa construiu sua carreira e seus quatro títulos de Grand Slam inteiramente em quadras duras, e a grama de Londres sempre representou um território menos familiar. Por isso, eliminar Aryna Sabalenka - número um do ranking e uma das favoritas ao título - com autoridade e solidez no segundo set representa uma virada de página significativa na trajetória da ex-líder mundial.
O placar de 6-2 no primeiro set já sinalizava o domínio de Osaka sobre os fundamentos que Sabalenka costuma explorar com potência: o saque e a troca de bolas no fundo da quadra. No segundo set, a bielorrussa reagiu e forçou o tie-break, mas Osaka não vacilou, fechando em 7-6(2) com uma consistência que não deixou margem para dúvidas. É a primeira vez que Osaka avança às quartas de final de um major em superfície diferente do hard court, o que amplia sua relevância no circuito e levanta questões reais sobre seu potencial no restante da chave.
Djokovic na história: 106 vitórias e o adeus ao recorde de Federer
Novak Djokovic já é sete vezes campeão em Wimbledon. Ainda assim, encontrou resistência suficiente em Roman Safiullin para que o jogo se estendesse a quatro sets. O russo cedeu o primeiro e o segundo, reagiu no terceiro, mas não conseguiu sustentar o ímpeto diante de um adversário que, aos 37 anos, mantém uma capacidade notável de administrar partidas longas e reencontrar o nível quando necessário.
O marco de 106 vitórias em simples no torneio coloca Djokovic sozinho no topo da história do All England Club. Roger Federer, que por décadas foi a referência máxima da grama londrina, agora vê esse recorde nas mãos do sérvio. É um dado que vai além da estatística: representa a longevidade e a consistência de um atleta que continua competindo nos Grand Slams enquanto acumula páginas em enciclopédias do esporte.
Pegula e Muchova também avançam; o torneio ganha forma
O domingo de Wimbledon não se resumiu a Osaka e Djokovic. Jessica Pegula e Karolina Muchova também venceram seus respectivos confrontos e garantiram vagas nas quartas de final, aprofundando a competitividade de uma chave feminina que perdeu sua principal favorita justamente na rodada das oitavas. A eliminação de Sabalenka reorganiza o cenário e abre espaço para que jogadoras como Pegula e Muchova projetem uma campanha até o título.
Com as quartas de final se aproximando, Wimbledon entra na semana decisiva carregando histórias que vão da renovação - simbolizada por Osaka - à longevidade exemplar de Djokovic. O Grand Slam inglês raramente decepciona quando chega a esse estágio, e a composição atual da chave sugere que os próximos dias manterão o nível de interesse elevado tanto para os frequentadores das arquibancadas de Londres quanto para os torcedores que acompanham o torneio ao redor do mundo.
(Com informações de agências.)