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Noskova derrota Kostyuk e garante final 100% tcheca em Wimbledon

Linda Noskova está a uma vitória de conquistar o seu primeiro título de Grand Slam. A tenista tcheca de 21 anos atropelou a ucraniana Marta Kostyuk por 6-4 e 6-4, em apenas 79 minutos, nesta quinta-feira no Centre Court de Wimbledon, com o termômetro marcando 33°C sob o sol londrino. Com o resultado, Noskova, cabeça de chave número 9, garantiu vaga na final e criou um duelo inédito no torneio feminino: ela enfrentará a compatriota Karolina Muchova, décima cabeça de chave, num encontro inteiramente tcheco pela taça.

A final de sábado será apenas a segunda vez na história do torneio feminino de Wimbledon em que duas representantes do mesmo país se enfrentam pela taça - a outra foi em 2009, quando Serena Williams superou a irmã Venus. O tênis feminino tcheco vive um momento de rara dominância nas quadras de grama, e o desfecho deste ano promete escrever mais um capítulo nessa tradição gloriosa. Assim como o calendário do futebol inglês organiza seus duelos com precisão cirúrgica - vale entenda a tabela da Premier League 2026/27 para ter uma noção de como o esporte de elite agenda seus grandes confrontos -, Wimbledon reservou para o sábado um clássico improvável entre duas amigas que se tornaram rivais pela glória.

Noskova chegou ao All England Club sem nunca ter passado das quartas de final em nenhum Grand Slam. A evolução ao longo da quinzena foi notável: a tcheca jogou com agressividade nos momentos decisivos e com consistência do fundo de quadra, qualidades que ficaram evidentes diante de Kostyuk. Após a vitória, ela foi direta ao falar sobre sua mentalidade em campo. "Tentei manter a calma, ser o mais paciente possível e de alguma forma conseguir o último ponto", disse. "Quando jogo no meu melhor, sei que posso jogar com as melhores do mundo e ter um grande resultado - que no caso é uma final de Grand Slam, imagino!" A jovem também falou com carinho da adversária que a espera: "Karolina é uma guerreira incrível, uma jogadora fantástica, mas principalmente uma pessoa maravilhosa. Fico feliz de jogar minha primeira final contra ela."

A herança tcheca em Wimbledon

Independentemente do que acontecer no sábado, a República Tcheca terá uma campeã em Wimbledon pela terceira vez nos últimos quatro anos. Marketa Vondrousova levantou o troféu em 2023 e Barbora Krejcikova repetiu o feito em 2024. Antes delas, Petra Kvitova - ídolo declarado de Noskova desde a infância - venceu o torneio em 2011 e 2014. Jana Novotna, que ganhou Wimbledon em 1998 após perder duas finais anteriores de forma dramática, também integra esse legado. Noskova seria a oitava jogadora tcheca desde 2000 a chegar às semifinais do torneio feminino de Wimbledon - e agora vai além, disputando o título.

Muchova salva match point e elimina Gauff em tiebreak épico

Antes da vitória de Noskova, Wimbledon já havia sido palco de um dos jogos mais eletrizantes do ano. Karolina Muchova eliminou Coco Gauff por 6-2, 1-6 e 7-6 (12-10) num encontro que testou os limites do drama esportivo. No supertiebreak, Muchova abriu 4-1, chegou a 6-3, mas viu Gauff se recuperar de forma impressionante para chegar a um match point. A americana, porém, não conseguiu convertê-lo - e Muchova, de 29 anos, fechou o jogo para confirmar sua vaga na final.

A tcheca, que havia perdido na primeira rodada nas suas quatro participações anteriores em Wimbledon, mal conseguia acreditar no que acabara de acontecer. "Parece muito bom estar na final. Foi uma luta enorme. Uma montanha-russa, você sobe e desce", disse ela à torcida, ainda ofegante. "Em dez segundos você tem um match point, depois está com match point contra você. Não há tempo para pensar. Estou tremendo e tentando assimilar tudo isso - a atmosfera aqui é indescritível." Gauff havia vencido seis dos sete confrontos anteriores contra Muchova, mas a tcheca havia triunfado no encontro mais recente, em Stuttgart, e voltou a superar a bicampeã de Grand Slam quando mais importava.

O que está em jogo no sábado

A final entre Noskova e Muchova coloca frente a frente duas geraçõess do tênis tcheco - uma de 21 anos em busca do primeiro Grand Slam, outra de 29 anos que chegou à final de Roland Garros em 2023 e conhece o peso de jogar grandes ocasiões. Para Noskova, a trajetória desta quinzena já superou tudo o que havia conquistado até aqui. Para Muchova, é uma oportunidade de completar o ciclo de uma carreira que já demonstrou qualidade suficiente para estar entre as melhores. O tênis feminino tcheco, com sua longa fila de campeãs em Wimbledon, garantiu mais um nome no troféu antes mesmo do apito final do sábado.